10 Preciosas lições adquiridas com a maternidade

A maternidade nos muda de um jeito que não dá pra ter nem uma pequena dimensão ao ouvir pessoas falando a respeito. Ela nos vira do avesso, nos faz “pagar a língua” e nos transforma em todos os sentidos.
Compartilho aqui 10 mudanças drásticas que aconteceram comigo após me tornar mãe – e acredite, se eu escrever um post com o mesmo título daqui alguns meses, terei muitos mais itens para colocar na lista.

1. O seu tempo não é mais SÓ seu.
Prioridades mudam completamente e agendas não seguem mais a assiduidade que antes. Check list tem outro sentido já que dificilmente será possível preencher todos os itens de verdinho na frente. Aquela satisfação de marcar como feito cada item da lista se torna pouco constante.
Antes de ser mãe, eu conseguia planejar 100% minha semana, os horários que faria atividade física, completar a leitura do mês e inclusive estar em dia com mensagens, trabalho, seriados e alimentação regrada.
Aí nos primeiros meses da maternidade, mal conseguia me organizar sobre os dias que iria lavar o cabelo (antes lavava todos os dias e secava com calma) e quando me dava conta, estava com o mesmo pijama manchado de leite e cabelo sujo andando pela casa pelo terceiro dia consecutivo.
Demorou alguns meses para conseguir me encontrar entre as atividades emergenciais (mamadas, trocar fralda, fazer dormir) e finalmente achar os minutos de ouro em que podia usar pra mim. Quando eles apareciam eu me lembrava que precisava comer, mas o sono era tamanho que acabava dormindo e esquecendo a parte da refeição. Foram longos meses nessa loucura e posso dizer que hoje, praticamente onze meses depois, sinto que estou retomando o controle do meu dia. Digamos que essa balança está 70% do tempo pra Bella e 30% pra mamãe.

2. Suas noites de sono nunca mais serão as mesmas.
Logo quando engravidei, a frase que mais me irritava era: “Aproveite para dormir bastante, porquê depois vai ser impossível”. Eu ficava extremamente incomodada porque parecia que as pessoas que diziam isso tiveram uma péssima experiência com os filhos e desejavam que isso também acontecesse comigo. Caramba, cada criança é única e o fato de algumas não dormirem bem a noite, não significa que vai ser igual comigo.
E então a Bella nasceu e dormia maravilhosamente bem – MAS – como todo bebê recém-nascido, acordava a cada 2 horas para mamar, quando estava com cólica o melhor lugar era o meu colo, e no final eu também não tinha muito tempo para dormir. Me tornei uma mãe zumbi nos primeiros meses de vida dela. Fora o super protecionismo da primeira filha, que não me deixava relaxar totalmente a noite, acordando a cada 10 minutos dos poucos em que ela não estava em meus braços pra dar aquela conferida se ela estava bem e voltar a dormir.
Agora ela não é mais um recém-nascido, porém quando acorda de um pesadelo no meio da noite, ou sente fome, é a mim que ela sempre chama. Então mesmo dormindo muito mais que antes, ainda não durmo as oito horas interruptas como antigamente. Sem contar que minha rotina da noite é para ela e depois que ela dorme a casa fica escura e silenciosa, tudo para garantir que ela durma MESMO.
Imagino que em cada fase da vida dela, terei um tipo de rotina e preocupação. Ou para acordar para o colégio, ou para uma viagem, para dar remédio, por alguma necessidade específica e até mesmo por olhar no relógio esperando ela voltar de uma festa aos 15 anos. É um caminho sem volta.

3. As frustrações aparecerão e está tudo bem em não ser perfeita.
Sempre fui muito imediatista. No trabalho não aceitava entregar algo se não estivesse com um nível de perfeição alta. Sempre exigi muito de mim e das pessoas ao meu redor. Claro que se eu esperava dos outros (minha equipe, amigos, marido) momentos e entregas de qualidade, imaginem o que não esperava de mim mesma. Muitas vezes chorei quando fiz algo aquém do que sabia que poderia fazer, ou quando fiz algo que não atingiu minhas expectativas.
Então na maternidade tive momentos diários de muito sofrimento, em situações simples onde eu não fiz da melhor maneira e percebia que estava falhando com a pessoa que eu mais amava: minha filha. Já troquei o sabonete de banho dela pelo meu sabonete de rosto por ter a mesma cor de embalagem laranja, e sofri muito pois era um produto que poderia ser agressivo à pele de bebê. Também dei um seio que não tinha leite o suficiente e só percebi que o choro era de fome quando notei meia hora depois a confusão ao ver o outro seio vazando demais. Deixei ela escorregar na banheira e mergulhar no sabão. Piquei o dedinho dela ao tentar cortar uma unha e ela puxar no reflexo. Já balancei, ninei, dei leite e só depois de muito tempo percebi que o choro era de fralda suja de cocô. Já ofertei mamadeira e ela desesperada chorando de fome, até perceber que o bico estava entupido. Já derrubei todo o leite armazenado na geladeira ao deixar cair e chorei muito por ver todo o tempo que demorei pra tirar aquele leite jogado no lixo. Enfim foram muitos momentos chorando intensamente embaixo do chuveiro, no único momento do dia que eu estava sozinha: o banho. Chorei frustrada por me sentir errada, fraca, imperfeita e por fim, humana.
Nunca na minha vida passei por tantos momentos de frustrações e encarei de verdade o espelho, enxergando alguém com tantos defeitos e imperfeições. Porém com o tempo fui percebendo que é normal errar. Assim como é aceitável não ser a melhor mãe em um dia, e tão diferente de como havia me sentido a super heroína no dia anterior. Cada dia trazia consigo as dores, alegrias, os erros e mistérios. E notei que se quero que minha filha seja tolerante com ela mesma, que ela se ame e se aceite independente do que venha fazer de imperfeito. Sei que o exemplo ensina muito mais que palavras, então passei a praticar esse amor e tolerância comigo. Ganhei de presente um amor-próprio maior e que cresce a cada dia, e a minha régua também mudou em relação às outras pessoas e ao mundo: vejo tudo muito mais simples e prático hoje em dia. Está ok errar. Não é o fim do mundo falhar.
Não conseguir cumprir a agenda prometida, ficar com a casa bagunçada e com brinquedos espalhados por aí ou não ter tempo para executar um grande plano passou a ser totalmente aceitável. Faz parte do crescimento humano.

4. Aprendemos a delegar e entendemos o quão essencial é ter uma rede de apoio.
Antes, eu queria fazer absolutamente tudo quando se tratava da minha filha. Não aceitava que qualquer outra pessoa (além do meu marido) desse banho, mamadeira quando eu não podia amamentar ou até mesmo fizesse ela ninar. Na minha cabeça aquele serzinho tão pequeno e indefeso só poderia ficar bem com a minha proteção. Que qualquer outra pessoa poderia derrubá-la ou não entender o que de fato ela precisava. É verdade que eu sou a pessoa que entende qualquer gesto ou som que ela esteja fazendo. Mas também é verdade que pra minha filha ser feliz, é imprescindível que ela tenha contato com outras pessoas, que se relacione e se enxergue no mundo como uma pessoa diferente de mim (afinal ela é).
E mesmo com todo esse excesso de zelo, muitas vezes eu sabia que era humanamente impossível dar conta de tudo. Se ela chorasse enquanto eu estava no banho, alguém que não a minha pessoa, teria que ir checar o que ela precisava e sanar essa necessidade. Apesar de querer e me sentir assim com ela algumas vezes, eu não sou onipresente.
Aos poucos fui confiando, entregando e deixando essa ilusão de ser a única pessoa no mundo que sabe cuidar tão bem dela. Eu sou sim a melhor mãe que ela poderia ter, mas pra fazer meu papel o melhor possível, também tive que aprender a deixá-la livre para viver outros momentos com tias, avós, papai e por fim, a mamãe sempre esteve pertinho.
Isso se refletiu na vida. Deixei de centralizar tudo e passei a delegar mais no trabalho também e tem sido um ótimo exercício pra mim.

5. Você passa a sentir o amor mais intenso e profundo do mundo que nunca imaginou existir.
Não estou falando desses amores de filme não e nem esse amor romantizado. É um amor muito mais intenso e diferente do que aprendemos por aí. Aliás, é um amor que não se ensina em teoria ou em novelas… e você só aprende quando conhece pela primeira vez em seu colo o seu bebê e passa a VIVER esse amor.
O amor nasce de você, você pega no colo e o conhece pela primeira vez, em sua condição mais vulnerável e pura. Ele depende 100% de você pra sobreviver. Você tem que alimentar, cuidar, limpar, interagir e ensinar. É um bebê que como todo ser humano tem seus defeitos, alguns mais enérgicos, outros mais instáveis. Alguns bebês com saúde frágil e qualquer outro problema que venha acontecer. É você ali, a principal fonte de vida desse bebê, até ele se tornar independente e poder seguir seu caminho aplicando ou não tudo o que de melhor você pôde passar pra ele.
Nossa, eu amo tanto minha filha. Mesmo depois de uma birra que ela faz porque ainda não aprendeu o que é frustração, ou quando chora que não quer dormir e até mesmo após toda a sujeira que ela faz ao tentar comer usando as mãozinhas (é comida do nariz, boca, orelha, bochecha, mãos, cadeirinha, chão e até o dedo do pé). Amo no dia que ela acorda de mal humor e deve ser sintomas do dentinho que está nascendo ou só não tá num bom dia mesmo, e passa o tempo todo fazendo manha, querendo colo e reclamando de tudo. Fico cansada, me sinto esgotada algumas vezes, mas o amor… ah o amor inacreditavelmente só cresce.
Passamos a nos preocupar em como lapidar esse diamante que Deus nos confiou, dando a melhor educação. Orientando sem gritar, ensinando da melhor forma para que ela possa entender e seguindo, confiantes de que estamos fazendo o melhor e que somos capazes de qualquer coisa pra ver aquele sorriso no rosto acompanhado das covinhas nas bochechas fofas.

6. Vai conhecer a mulher maravilha que existe em você.
E não é que me tornei uma super heroína? Depois de dar a luz de parto normal, dali em diante tive um sentimento de que posso qualquer coisa. Que sou forte o suficiente, independentemente do tamanho da batalha.
Parece que eu posso conquistar o mundo e sou capaz de tudo pra defender minha pequena e vê-la feliz.
São tantos aprendizados com a maternidade, desde a gestação passamos a ter consciência que estamos gerando uma vida. Sim, somos responsáveis por um bebezinho crescer bem e nascer saudável. Nossa alimentação, suplementação, cuidados o corpo, atividade física e todo o pré-natal são só alguns dos pontos que passamos a observar com atenção enquanto geramos um bebê. Acompanhamos crescer dentro de nós um outro coração, cérebro, corpo, mãozinhas e pés. A saúde psicológica e nosso emocional também são fatores importantes para um bebê se sentir seguro dentro e fora da barriga.
Daí, o preparo para parir o filho e tudo o que representa em nosso corpo e emocional.
Passamos a ser as principais responsáveis por manter o bebê seguro, limpo e também aprendemos aos trancos e barrancos sobre a amamentação.
Tudo isso nos primeiros 10 meses da maternidade (ou seja, da concepção até o primeiro mês de vida).
Nossos hormônios mudam de forma milagrosa para que tudo se encaixe e mesmo nos sentindo uma bomba relógio, seguimos firmes e fortes.
Cada etapa desses acontecimentos me ensinou muito, e conheci uma pessoa extremamente forte e muito mais guerreira do que eu jamais imaginei ser. A maternidade me transformou em um leão, capaz de alcançar o inalcançável se preciso for.

7. A sua visão de mundo se transforma e a opinião de outras pessoas não te afeta mais.
Quantas vezes eu já deixei de fazer coisas em minha vida com receio do que os outros pensariam. Posso enumerar situações que não fiz o que tinha vontade ou que não arrisquei por medo de julgamentos. Isso vale desde a usar uma roupa que gostava, mas que chamaria muita atenção ou seria inapropriada ao olhar de outros, até arriscar em uma nova profissão “diferentona” que julgavam ter menos mérito e status do que a profissão que eu já tinha.
E quanta bobeira deixar de ser eu mesma para evitar que falassem de mim. Por quanto tempo deixei de ser eu mesma para viver uma vida que outras pessoas entendiam que era melhor. Ao fazer tudo isso, estava vivendo uma vida que não era completamente a minha e dando poder de mais às pessoas que na real não viviam a minha vida e sim a delas.
Misteriosamente, após a maternidade virei a chave. Passei a querer cuidar de mim para alcançar o que me fazia feliz e não o que a sociedade sempre ditou. A começar pelo meu corpo. Se fosse a Juliana do passado, estaria vidrada em uma dieta fixa, untada com gel redutor e cintas, fazendo milhões de procedimentos estéticos e religiosamente colocando a academia em primeiro lugar, até voltar ao corpo que me sinto feliz. A Juliana do presente se preocupa sim com o corpo, mas não vai chegar no resultado desejado a qualquer custo. Estou respeitando o meu tempo, cuidando sim da alimentação, fazendo atividade física sempre que posso e priorizando momentos com minha filha. O resultado final será o mesmo, mas o tempo que vai levar para acontecer não é tão relevante mais, e a felicidade durante o processo está sendo escandalosamente melhor. O mesmo vale para o guarda-roupa. Muitas roupas que usava no passado não conversam mais com quem eu sou, então aos poucos estou permitindo me conhecer novamente. Tirar os saltos 15 e plataformas e passar a ter looks mais confortáveis que conversam mais com meu momento e redescobrir o meu estilo.
Antes, se me sentisse inadequada com alguma roupa que mostrasse algum ponto fraco como braços mais gordinhos ou o quadril largo, não usava, mesmo se gostasse da roupa. Sempre tentei esconder pontos fracos. Hoje? Isso não tira meu valor enquanto mulher e passei a focar no que me faz sentir bem e a valorizar até mesmo as imperfeições. A briga com o guarda-roupa parou por aqui. A maquiagem segue o mesmo fluxo, uso quando estou no clima, mas saio sem maquiagem super feliz e me sentindo linda também.
Após voltar da licença maternidade, fiquei um mês no trabalho e pedi demissão de um emprego que me trazia muito dinheiro e status, mas não me trazia felicidade. Me permiti viver um tempo fora do mercado de trabalho e quem sabe empreender? Enfim, me permiti me reconectar e me conhecer melhor pra poder fazer uma escolha e ser feliz novamente na profissão. Sei o que muitos pensariam. Falariam que estava louca em sair de uma posição em uma multinacional em plena pandemia, onde o desemprego só crescia. Também imagino os muitos julgamentos que sempre aconteceram sobre ser ou não bancada pelo marido e ter uma vida fácil e privilegiada. Veja bem, não tem nenhum problema em ter o marido como provedor do lar, mas sempre fui muito independente financeiramente e percorri um longo caminho para conquistar um status financeiro. Por isso esse tipo de julgamento sempre me incomodou. Até a maternidade. Depois disso, não estava dando a mínima para o que falariam, tanto que me demiti e fui muito feliz em poder ser verdadeira com o que eu sentia ao invés de me basear no que iriam pensar ou falar.
O meu tempo sabático durou dois meses, quando apareceu uma oportunidade tão legal, mas tão legal, que senti que tinha muita conexão com o meu momento de vida, me permitiria ter uma qualidade e tempo para a maternidade e também me desenvolver enquanto profissional. Aceitei e estou feliz, mas demorei alguns anos para aprender essa lição e de fato viver esse discurso de ser verdadeira com meus sentimentos e dar zero bola para os outros.

8. A felicidade passou a ser mais simples e intensa.
Sempre tive grandes metas de vida. Quem me acompanha há mais tempo pode ver aqui o post em que conto a minha crise dos 30 anos e a lista de coisas que passei a perseguir para me sentir realizada e fazendo valer a pena a minha existência. Não que eu abandonei a tal lista – ela continua guiando grande parte dos meus objetivos, porém após a maternidade tive uma nítida sensação de que não preciso de conquistas grandiosas ou nada memorável para me sentir plena e feliz.
Foi incrível viajar pela costa dos Estados Unidos de carro com amigos e igualmente memorável ter conhecido o Vale Nevado. Assim como tenho certeza que ter ido à Paris foi um dos momentos mais românticos que vivi ao lado do meu amor e que muitas viagens que estão em minha lista serão indescritíveis e me farão sim muito feliz. Mas também tenho a total certeza de que um ano inteiro sem viajar por conta da pandemia e da maternidade, pôde me proporcionar momentos indescritíveis e vivenciei a melhor experiência enquanto ser humano. Senti o amor e felicidade plena e isso não envolveu grandes planos ou viagens mirabolantes.
Me peguei em diversos momentos contemplando minha filha sorrindo, ou meu marido fazendo churrasco enquanto conversávamos sobre nossos planos e em cada pequeno momento senti extrema felicidade e conexão. Esse sentimento de gratidão tem se repetido de forma constante no último ano o que me trouxe esse aprendizado. A riqueza dos nossos momentos deve ser percebida e por mais clichê que soe essa frase, é a mais pura realidade: devemos buscar a felicidade no hoje, em meio ao caos do dia a dia ou da rotina aparentemente repetitiva. O mistério da nossa vida está no presente e não quando alcançarmos um objetivo lá na frente.

9. A sua vida muda 360º e alguns planos para o futuro passam a ter muito mais peso e urgência.
Alguns sonham em construir uma casa, outros em ter uma vida financeira saudável e investimentos para garantir estabilidade.
Eu tenho há algum tempo a preocupação em investir e guardar para ter um futuro tranquilo e sem muitas surpresas, para ter bastante liberdade financeira e empreender se der na telha ou viajar quando bem quiser. Nunca fui de contar com aposentadoria, pois sabemos o desfecho do tema no Brasil.
Após a maternidade, sinto que o plano que eu tenho para o futuro permanece o mesmo, mas a urgência para concretizar esse plano tornou-se muito maior. Sei que tenho alcançado muito bem o planejado, mas me parece que passei a empregar um ritmo muito maior e intenso, para antecipar esse objetivo.
É como se eu estivesse treinando até uma fase e agora tô jogando pra valer. Daí já viu, aquela planilha milimetricamente pensada de fluxo financeiro passou a ter um acompanhamento muito maior, as metas se tornaram mais agressivas e automaticamente o peso das minhas escolhas no dia a dia (de como gasto o meu dinheiro principalmente) também sofreram modificações relevantes. Tudo para garantir que a parte mais importante dessa “segurança” seja alcançada o mais breve possível (capricornianos me entenderão).

10. Tudo é uma fase e passa muito rápido.
Isso vale para os momentos difíceis, mas infelizmente também vale para os momentos maravilhosos.
A bagunça, a falta de tempo para se cuidar, a total dependência que o bebê tem por nós… tudo isso passa. Logo eles estarão super independentes, vivendo a vida deles e você se enxerga sozinha, com tudo aquilo que almejou por tantas noites: tempo para se cuidar e fazer o que quiser. Para ler um livro em paz, para começar um curso, ir à academia, assistir um filme chato que só você gosta e depois dormir tranquila vendo tudo na casa em ordem como gostaria que ficasse.
Mas também aqueles momentos do primeiro sorriso, das gargalhadas, do primeiro dente passam. Das cenas do seu bebê aprendendo a engatinhar, dando os primeiros passinhos. De ouvir as músicas infantis e saber de cor todas as letras e ver aquele neném gostoso dançando pela sala. Passa aquele choro gostoso de alguém buscando a “mamãe” o tempo todo pela casa. Passa a necessidade de te ouvirem cantar, contar histórias, ler livro ou fazer dormir.
O silêncio volta a tomar conta e apesar de estar longe de viver essa fase, imagino que o mais queremos é ter a bagunça de volta e toda a energia e amor da pessoa que mais amamos no mundo, pertinho da gente.
Por isso? Sempre quando está difícil, eu respiro fundo e me recordo que é uma fase. E então em poucos minutos volto a contemplar o maternar e dar o meu melhor para ver minha filha feliz e sorrindo outra vez.

Como disse lá no começo, sei que muitos outros aprendizados farão parte daqui pra frente, mas a mensagem que quero deixar aqui é que essa vida intensa da maternidade é maravilhosa e que a transformação também é.
Me pego todo dia pedindo para congelar o tempo, já que sinto que tudo está passando muito rápido.
Amo cada segundo a vida que tenho e ser mãe da Bella foi a maior bênção que recebi nesta vida.

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