Explantada e feliz!

No post anterior eu expliquei os motivos que me fizeram decidir retirar as próteses de silicone e por mais que seja um tema que está “na moda”, a minha decisão foi pautada primeiramente na saúde já que nos exames a prótese direita estava aparentemente com uma ruptura (e na cirurgia descobrimos que a esquerda estava MUITO pior) o que possivelmente estava prejudicando meu organismo por ter contato direto com o gel de silicone. O segundo principal motivo é que, como pretendemos ter mais um bebê, seria bem arriscado vivenciar uma segunda amamentação sem ter sequelas por conta do estado atual antigo das próteses. Então resolvemos antecipar qualquer eventual dor de cabeça ou dano maior à minha saúde.

Hoje 19 dias após a cirurgia, iria contar exclusivamente sobre o pós operatório, já que até então não sentia nenhum desconforto físico que fosse alarmante para a remoção delas – eu estava pautada unicamente nos resultados da ressonância e pela orientação médica de que seria bem importante remover o silicone. Só que não me considerava uma pessoa com síndrome ASIA, doença do silicone ou com algum sintoma crítico como muitas mulheres tem percebido. A única coisa que eu sentia, eram pontadas nos seios as vezes e alguns episódios na fase de amamentação de uma dor inexplicável nas costas e que só sumiram depois de alguns meses que eu não amamentava mais.

A surpresa real veio após a cirurgia, onde comecei a notar que sentia sim alguns desconfortos bem impactantes e que eu só percebi que estavam relacionados com o silicone, porquê todos eles sumiram totalmente quando estava em casa na noite após a cirurgia.

O primeiro sintoma que sumiu completamente e que tinham há mais de cinco anos, foi a enxaqueca. Eu tinha episódios frequentes, que me tiravam o sono e aparentemente não tinham causa direta com alimentação ou trabalho em excesso. As dores vinham em momentos distintos e só iam embora com medicação bem forte, e em alguns momentos era tão forte que mesmo tomando medicação, eu tinha que me deitar no escuro absoluto e ficar em paz, em silêncio e concentrada pra poder melhorar. No dia seguinte, sentia aquela ressaca como se eu tivesse bebido álcool em excesso (logo eu que não bebo uma taça inteira de vinho).

Outros sintomas que também eram recorrentes e que notei que desapareceram: olhos secos, queda de cabelo, dor nos seios, fadiga constante e perda de memória. Após notar que tudo isso tinha ido embora, fui pesquisar mais registros sobre o explante e notei que todos eles são sintomas que outras mulheres indicaram também não sentir mais após a remoção das próteses.

É aquela coisa, não é que todas as mulheres que tenham silicone terão todos esses desconfortos ou até mesmo evoluir para a doença do silicone, MAS também suspeito que grande parte tenha sim alguns desconfortos que estão ligados diretamente à prótese e nunca suspeitaram, como aconteceu comigo.

Antes de colocar a prótese, e arrisco que até mesmo nos primeiros anos depois que coloquei, não tinha episódios de enxaqueca e quase nada do que foi mencionado acima. Todos começaram de forma sutil a fazer parte da minha rotina, após 5 anos com as próteses e outros após a amamentação, que suspeito eu, ter ocasionado a ruptura nas próteses e iniciou então a inflamação (que inclusive esteve no resultado do diagnóstico das próteses explantadas).

Agora ao me ver no espelho, estou bem diferente do que costumava ver antes e mesmo assim, me amo mais. Eu até me questiono se de fato eu precisava colocar, porque não sou uma mulher sem seios. O que me incomoda um pouco é a flacidez que ficou, porque claro, além de ter aumentado os seios com 300mls de cada lado, também tive o ganho de peso na gestação e depois a amamentação. Após passar por tantos processos e transformações, sou muito grata por meu corpo e organismo ter se recuperado tão bem, e ainda estar bonito aos meus olhos.

Sei que preciso esperar cerca de 1 ano pra ver o resultado final, mas mesmo assim não penso em colocar outras próteses. Tentarei ajudar essa transformação com exercício físico, pra tonificar um pouco a área e acredito que isso será o suficiente pra melhorar.

Eu optei por só explantar, não fiz o lifting ou preenchimento com gordura para não correr o risco de não amamentar novamente e mesmo assim o resultado ficou infinitamente melhor do que eu havia imaginado que ficaria. Fiquei muito surpresa e feliz.

O mais difícil nesse processo foi aceitar a falta de amor próprio que me fez colocar essas próteses 13 anos atrás. Pra mim, hoje é nítido que eu deveria ter investido em terapia para transformar o que na realidade precisava ser revisto: dentro, e não fora. MAS, levo isso como aprendizado e sei que fiz o que de melhor eu sabia na época, até porquê fui muito feliz usando as próteses e isso me ajudou demais na autoestima e passar por alguns processos de rejeição – era o único caminho que eu encontrei naquele momento e de alguma forma deu muito certo.

No próximo post eu conto mais detalhes do pós-operatório e das transformações ao longo de 1 mês da cirurgia e claro, volto pra reforçar se todos os sintomas desapareceram de verdade. 🙂

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